sábado, 23 de agosto de 2014


sexta-feira, 18 de julho de 2014


quinta-feira, 29 de maio de 2014

A melhor crônica do amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

domingo, 18 de maio de 2014

203: O apê das divas!


Menina, que barraco!
Há um ano o Garcez ficava mais alegre, mais bonito e mais cabeludo quando as três divas chegavam no bloco B, 203. Coité e Riachão foram representados por uma preta ousada, uma branca determinada e uma amarela cativante, que encheram a casa de tudo que mais gostavam e precisavam para suportar a saudade de suas roças: móveis, apetrechos, músicas, bebidas, amigos, romances e badernas.
Mas, oxente, era muita baianidade numa casa só! Repare que precisávamos de sergipanas para dar o "tí" do apê. Então, uma diva "bancou a Hilza" e em janeiro deixou seu cantinho secreto livre para que a doce Rafaela e a conversadeira Raquele ocupassem o quarto e o coração divenses.
Hoje, mais que um apê, o 203 se tornou patrimônio material do bonde de psicojornalismo. A primeira casa aracajuana das divas, a segunda dos jornalistas, o restaurante dos cuscuzeiros, a hospedagem dos viajantes, o colo dos amantes. 
Temos o porteiro mais onipresente, a síndica mais meiga, os vizinhos mais companheiros, o portão mais seguro, o chão mais macio, o café mais gostoso e os amigos mais organizados de todos.

quarta-feira, 14 de maio de 2014


terça-feira, 13 de maio de 2014


A benção, pai! A benção, mãe!

Engraçado o que eu notei hoje. Ligo para minha mãe todos os dias, e em alguns deles falo com meu pai também. Inicio a conversa com ele pedindo a benção, ao contrário do que faço com minha mãe; mesmo no fim da ligação não lhe peço que me abençoe (não verbalmente). Algumas vezes ela diz: "Deus te abençoe, filha". Eu sei que há o imenso desejo de que Deus cuide de mim e que eu seja protegida sempre, mas essa frase é quase que uma provocação: "me peça a benção" rss. Ao falar com eles hoje lembrei que, quando tinhas uns 14 anos, sempre que deitava gritava pra minha que estava no quarto ao lado "Bença minha mãe!" e raramente "Bença meu pai!". Isso acontecia por dois motivos: a relação com meu pai sempre foi menos afetuosa do que com minha mãe - ah, com minha mãe sempre teve mais carinho -, e, apesar de termos uma boa relação, falar com ele era sempre como invadir um pouquinho do seu espaço; e depois que para que painho me escutasse era necessário que eu gritasse três vezes. "Iris tá pedindo a benção", mainha me ajudava. Ele respondia com o jeito sério e prático de sempre: "Deus te abençoe". 
Meu inconsciente encontrou essa maneira de compensar o que deixei a desejar na relação com meu pai. Depois de tomar consciência, vou pedir aos dois. Acredito que agora pai e mãe já receberam os pedidos na dosagem certa - sério que eu tô medindo isso? suahsuha - Amém! 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Guarda-saudades

O quarto da varanda sempre foi o menos popular da casa da minha avó. O quarto mais nobre é o dela, por um motivo simples e convencional: é o quarto de casal. O terceiro é o mais escondidinho, próximo à cozinha, com o telhado baixinho. Se houvesse um quarto para empregada certamente seria esse. No da varanda não há muita baderna, nunca houve. Ele sempre teve um ar mais sério, mais elitizado, no sentido de não ser tão frequentado. Não me lembro  direito como era antes do meu avô ocupá-lo, mas sei que a presença dele deixou o ambiente ainda mais sério. Meu avô era um cara respeitável, íntegro, fazia valer suas regras. Era piadista, mas também sabia fazer cara fechada. Guardo suas lembranças com muita ternura e afeto, apesar do tempo ter levado algumas memórias. Ele também era um homem muito simples (como me orgulho disso), dizia que “se só temos dois pés, só precisamos de dois calçados”. Ele só tinha um pouco mais do que precisava. Cabia tudo num armariozinho amarelado de duas portas médias e mais duas pequenas. Em cima eu sei que ficavam os perfumes e mais alguma coisa que não lembro, ou não vi. Embaixo eram armazenadas as camisas, as bermudas e mais alguma vestimenta. Guardava roupas. Hoje guarda saudades.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

De tirar o fôlego

Reuniões em grupo, gente animada, adolescentes experimentando novas sensações, risadas, devaneios, prazeres e diversão na mesma noite. Só em pensar faltou ar, né? Imagine pra quem brinca. Essa brincadeira funciona assim: Os amigos se reúnem e provocam, uns nos outros, a perda de sentidos através de tonturas e alucinações resultantes em desmaios. “Você se agacha com coluna reta, suga o ar e prende até o máximo que puder. Aí alguém te levanta pela barriga e você bate palmas abrindo bem os braços, prendendo a respiração, aí você apaga”, diz Gabriel da Silva, poçoverdense de 18 anos que já praticou a “brincadeira do desmaio”. 
Gabriel estava com uns amigos recifenses numa praia da capital pernambucana quando um deles o convidou para a brincadeira: “Você já viu Jah?” “O que??? Anh?” Segundo o amigo, Jah estaria nesses pequenos delírios provocados pela brincadeira.  O garoto, com 16 anos na época, foi induzido ao desmaio e ficou inconsciente por alguns segundos. Mas o objetivo não foi alcançado e Gabriel não pretendia repetir a estripulia novamente: “Não continuei fazendo porque eu nunca encontrei Jah”. Além disso, “dava muito trabalho”.  
Ao chegar a Sergipe, no entanto, queria mostrar a novidade aos amigos e por isso reproduziu os desmaios por mais algumas vezes. Segundo ele, a brincadeira não se propagou. Ou, pelo menos, não entre seus amigos. Porque, segundo o professor e médico sergipano, Almir Santana, já foram notados vários casos no Estado, o que é bastante preocupante, visto que os desmaios induzidos podem gerar de lesões até a morte, através de quedas, paradas respiratórias, falta de oxigenação no cérebro, etc. 
Almir publicou um artigo no último dia 17, explicando a brincadeira e alertando, sobretudo, a saúde e a sociedade sergipanas. Ele informou que disponibilizará conteúdos explicativos sobre o assunto para as escolas, antes que ocorra algum óbito. “Eu sabia que não era coisa boa. É um desmaio forçado. Como isso pode ser bom? Eu ficava pensando: Porra, e se eu não voltar? Se eu tivesse informação na época não teria feito”, finaliza o garoto que não quer mais perder o ar.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

ABRACE

Lembram quando eu disse que queria crescer a ideia do projeto e sair abraçando mais gente por aí? Crescemos a ideia e está nascendo um projeto do bem. Uma organização é uma mescla de conhecimento administrativo, político e social. Eu, na condição de idealizadora dessa iniciativa, preciso entender um pouquinho dessas áreas. Bom coração e vontade de ajudar não são suficientes para criar uma causa. É muito abstrato dizer que temos a intenção de "ajudar alguém". É uma intenção das boas, cara. Mas, e aí? O que fazer com isso? Ajudar quem, como, através de quais meios? Esse é o perrengue. O que está por trás desse abraço, além de amor, atenção e afeto? Alimentos, eventos culturais, apoio familiar, educação, o quê? Também não sei, amigos. E caminho ao lado de outras seis pessoas em busca dessa descoberta. O que está consumado é que, enquanto não estabelecemos esse perfil (até mesmo porque boa parte dele é construído com a experiência. Ele se criará), vamos realizar as ações e as campanhas. A próxima está vindo aí e se chama "Abrace o Sertãozinho". Quer entrar nesse projeto? Quer fazer parte dessa corrente do bem? Dê ideias, entre em contato, doe alimentos/dinheiro/roupas, o que você quiser. Estamos precisando. Ou, simplesmente, abrace alguém hoje!!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Sobre o amor

Foto: Reprodução/Internet

Vou prestar vestibular... E agora?

Em setembro de 2010 eu fiz uma publicação nesse blog falando sobre o surgimento da ideia de fazer Jornalismo. Mais ou menos três anos depois, na inscrição do vestibular da UFS, eu ainda fiquei em dúvida de qual curso deveria por. Tinha certeza que seria na área de humanas, mas passei três dias sem conseguir confirmar a inscrição, por insegurança. Hoje estou cursando o que finalmente confirmei e não me arrependo nem por um instante. Mas eu fico me perguntando porque tanta insegurança para tomar uma decisão, se dentro de mim já havia a certeza da escolha? Faz parte do universo estudantil do ensino médio. O aluno é posto para escolher uma profissão com a qual se identifique e queira exercer. E não é só isso. É preciso conciliar a profissão com o mercado de trabalho, com as possibilidades de exercício, com o local da faculdade, com os custos de estudo, etc. Tudo isso para um pobre estudante atormentado que tem que decorar fórmulas de química e física (sim, pra mim isso era um martírio, e quer saber? Nunca decorei nada). Talvez essa escolha feita sob pressão explique os profissionais mal humorados, os estudantes frustrados e os pais decepcionados que vemos com tanta frequência no nosso dia a dia. Não defendo que a pessoa ao começar um curso deva continuar até o fim, porque a desistência também é um ato de coragem. Começos, términos e recomeços fazem parte da carreira de qualquer um. Mas é preciso fazer uma análise profunda dos prós e contras do assunto antes de tomar a decisão.
Se eu pudesse aconselhar alguém prestes a se inscrever num vestibular/ENEM eu diria para investigar tudo que estiver ao alcance. O que você mais gosta? De fazer contas, de entender o corpo humano, de escrever textos, de desenhar, de pintar, de dançar? De quê? É bem genérico, mas pra quem não está totalmente desnorteado começa por aí mesmo. Eu comecei reconhecendo que gostava de expressão verbal. [É fundamental que se esclareça que há gostos de vários tipos: profissional, hobbie, pessoal/essencial, etc. Vou exemplificar com os meus: o profissional é comunicação, o hobbie é o teatro e o essencial é o serviço social. Isso quer dizer que com o primeiro eu quero estabelecer minha carreira, com o segundo me distrair  e com o último definir minha identidade].  Depois do reconhecimento da afinidade, conheça os cursos que a rodeiam e os estude. É importante ler sobre a área, conversar com estudantes e/ou profissionais do curso, e até mesmo olhar a grade curricular nas instituições que pretende cursar. (Nem vou falar do quesito instituição, porque às vezes essa nem é uma escolha).
Há pessoas mais especializadas em falar sobre isso, como os orientadores vocacionais. Eles direcionam o estudante de acordo com seus gostos, suas ações, seus sonhos, entre outras coisas, através de análises de comportamentos, observações psicopedagogas e, claro, sua opinião.
Acho que eu transformei uma escolha tão gostosa e importante numa assombração, né? Mas existe a parte chata mesmo, que é essa de análise. E, por mais incômoda que seja, é melhor do que as indecisões que podem surgir depois da escolha feita. No mais, sigam seus corações e NUNCA, JAMAIS, façam algo que não queiram só para agradar outros.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Calor de um irmão

Doação de brinquedos no Maracujá.
Demoro tanto de vir aqui que quando venho não sei por onde começar. Vou contar um pouco sobre a ação solidária de Natal que realizei junto com alguns amigos no último 25 de dezembro. Minha ideia era levar doações  de roupas e alimentos para uma comunidade carente de Conceição do Coité e junto com os materiais levar também dinâmica e interação para algumas pessoas. E assim foi. Arrecadamos com  a população coiteense dinheiro, roupas usadas, alimentos e brinquedos e os doamos primeiramente ao povoado de Maracujá e depois ao Sertãozinho. O que mais me marcou foi, sem dúvidas, os abraços calorosos que dei e ganhei. Entrar em contato com gente é fantástico pra mim. Gosto de ouvir as pessoas, acolhê-las e entendê-las, principalmente aquelas que possuem suas vozes silenciadas pela dor, pela indiferença, pelo dinheiro, pelo que for. Por mais que seja frequente o olhar de dó e piedade diante das pessoas carentes (toda e qualquer carência; no fim todo mundo carece de algo), prefiro ver no povo a esperança de uma vida mais feliz em comunhão com o outro. E foi com esse olhar de fé que tentei mirar todas as pessoas que visitei neste Natal. Quero crescer a ideia do projeto e sair abraçando mais gente por aí.

:)

"Porque a vida só se dá pra quem se deu, pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu." Vinícius de Moraes

"Só o riso, amor e o prazer merecem revanche. O resto é mais que perda de tempo... É perda de vida."

"Esqueça as fronteiras: amar nunca foi um país." Eu me chamo Antônio