Engraçado o que eu notei hoje. Ligo para minha mãe todos os dias, e em alguns deles falo com meu pai também. Inicio a conversa com ele pedindo a benção, ao contrário do que faço com minha mãe; mesmo no fim da ligação não lhe peço que me abençoe (não verbalmente). Algumas vezes ela diz: "Deus te abençoe, filha". Eu sei que há o imenso desejo de que Deus cuide de mim e que eu seja protegida sempre, mas essa frase é quase que uma provocação: "me peça a benção" rss. Ao falar com eles hoje lembrei que, quando tinhas uns 14 anos, sempre que deitava gritava pra minha que estava no quarto ao lado "Bença minha mãe!" e raramente "Bença meu pai!". Isso acontecia por dois motivos: a relação com meu pai sempre foi menos afetuosa do que com minha mãe - ah, com minha mãe sempre teve mais carinho -, e, apesar de termos uma boa relação, falar com ele era sempre como invadir um pouquinho do seu espaço; e depois que para que painho me escutasse era necessário que eu gritasse três vezes. "Iris tá pedindo a benção", mainha me ajudava. Ele respondia com o jeito sério e prático de sempre: "Deus te abençoe".
Meu inconsciente encontrou essa maneira de compensar o que deixei a desejar na relação com meu pai. Depois de tomar consciência, vou pedir aos dois. Acredito que agora pai e mãe já receberam os pedidos na dosagem certa - sério que eu tô medindo isso? suahsuha - Amém!
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