sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Vou prestar vestibular... E agora?

Em setembro de 2010 eu fiz uma publicação nesse blog falando sobre o surgimento da ideia de fazer Jornalismo. Mais ou menos três anos depois, na inscrição do vestibular da UFS, eu ainda fiquei em dúvida de qual curso deveria por. Tinha certeza que seria na área de humanas, mas passei três dias sem conseguir confirmar a inscrição, por insegurança. Hoje estou cursando o que finalmente confirmei e não me arrependo nem por um instante. Mas eu fico me perguntando porque tanta insegurança para tomar uma decisão, se dentro de mim já havia a certeza da escolha? Faz parte do universo estudantil do ensino médio. O aluno é posto para escolher uma profissão com a qual se identifique e queira exercer. E não é só isso. É preciso conciliar a profissão com o mercado de trabalho, com as possibilidades de exercício, com o local da faculdade, com os custos de estudo, etc. Tudo isso para um pobre estudante atormentado que tem que decorar fórmulas de química e física (sim, pra mim isso era um martírio, e quer saber? Nunca decorei nada). Talvez essa escolha feita sob pressão explique os profissionais mal humorados, os estudantes frustrados e os pais decepcionados que vemos com tanta frequência no nosso dia a dia. Não defendo que a pessoa ao começar um curso deva continuar até o fim, porque a desistência também é um ato de coragem. Começos, términos e recomeços fazem parte da carreira de qualquer um. Mas é preciso fazer uma análise profunda dos prós e contras do assunto antes de tomar a decisão.
Se eu pudesse aconselhar alguém prestes a se inscrever num vestibular/ENEM eu diria para investigar tudo que estiver ao alcance. O que você mais gosta? De fazer contas, de entender o corpo humano, de escrever textos, de desenhar, de pintar, de dançar? De quê? É bem genérico, mas pra quem não está totalmente desnorteado começa por aí mesmo. Eu comecei reconhecendo que gostava de expressão verbal. [É fundamental que se esclareça que há gostos de vários tipos: profissional, hobbie, pessoal/essencial, etc. Vou exemplificar com os meus: o profissional é comunicação, o hobbie é o teatro e o essencial é o serviço social. Isso quer dizer que com o primeiro eu quero estabelecer minha carreira, com o segundo me distrair  e com o último definir minha identidade].  Depois do reconhecimento da afinidade, conheça os cursos que a rodeiam e os estude. É importante ler sobre a área, conversar com estudantes e/ou profissionais do curso, e até mesmo olhar a grade curricular nas instituições que pretende cursar. (Nem vou falar do quesito instituição, porque às vezes essa nem é uma escolha).
Há pessoas mais especializadas em falar sobre isso, como os orientadores vocacionais. Eles direcionam o estudante de acordo com seus gostos, suas ações, seus sonhos, entre outras coisas, através de análises de comportamentos, observações psicopedagogas e, claro, sua opinião.
Acho que eu transformei uma escolha tão gostosa e importante numa assombração, né? Mas existe a parte chata mesmo, que é essa de análise. E, por mais incômoda que seja, é melhor do que as indecisões que podem surgir depois da escolha feita. No mais, sigam seus corações e NUNCA, JAMAIS, façam algo que não queiram só para agradar outros.

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