domingo, 8 de setembro de 2013

O amor consorciado

Desde o surgimento das primeiras civilizações existe comércio. As pessoas precisavam de produtos para manter-se e por isso faziam trocas. Inicialmente davam aquilo que tinham em grande quantidade para receber o que possuíam em escassez. Depois, passaram a estabelecer uma moeda de troca. O que tinham valia uma moeda, e com essa moeda era possível obter o que necessitavam. Já existia aí a ânsia pelo lucro, pois a ambição é inerente ao homem.
À medida que as comunidades foram crescendo, as relações comerciais foram se tornando mais complexas. Do escambo ao capitalismo, a sociedade sofreu grandes transformações políticas, sociais e econômicas até chegar ao modelo vigente atualmente. O capitalismo venceu todas as outras doutrinas, e dominou não só os mercados, como também a população.
O consumo foi incutido na mente do ser humano de tal forma que as relações interpessoais foram afetadas. Alguns individuos passaram a tratar seus parceiros como mercadorias; os filhos abominam os pais que não lhes oferecem o status dissipado pela mídia; os pais abominam os filhos que não aceitam seguir uma determinada carreira profissional apenas pelo retorno financeiro. Vivemos sob uma cultura do imediatismo, das falsas necessidades, do acúmulo de capitais e da diminuição de relações afetivas.
Em resposta à pergunta “Como os senhores conseguem manter um casamento que já dura 65 anos?”, um casal de idosos responde: “- Meu filho, nós nascemos numa época em que quando algo quebrava éramos ensinados a consertá-lo e não a jogá-lo fora.”. Se um aparelho apresenta um defeito, acredita-se que seja mais viável comprar um novo. Paralelamente, se o cônjuge não está satisfazendo as necessidades, a separação é tida como melhor solução. Padre Zezinho diz em uma letra de música sobre a família que “o amor virou consórcio, compromisso de ninguém”.

Não que o divórcio seja uma má solução. Ou que as pessoas devam permanecer, apesar de infelizes, ao lado do seu companheiro. Ou ainda, que todos precisem de uma vida matrimonial. Não estou aqui julgando isto. Mas que o consumo, a ambição e a tecnologia não interfiram nos sentimentos e nas relações humanas. Que o amor tenha valor e não preço!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

terça-feira, 3 de setembro de 2013

"Prezado morador de rua,

Complexada com as questões sociais, venho, através desta, expressar todo meu sentimento de culpa e omissão com relação aos males sofridos pela sociedade. Sinto-me de mãos atadas diante de tantos problemas e frustrada a cada vez que não encontro soluções. Por isso, resolvi escrever-lhe, a fim de mostrar que o que separa pessoas por cor, etnia, condição social ou sexualidade são os muros invisíveis presentes em cada um.
Ao vir uma matéria televisiva sobre catadores de lixo, deparei-me com a seguinte questão: quem é o culpado por tal situação? E conclui que esse indivíduo deveria ser penalizado. Então, comecei a pensar os possíveis responsáveis por tamanha injustiça. A primeira imagem que visualizei foi a figura da presidente da República e dos demais governantes. Por que tato desvio dos cofres públicos, enquanto crianças e adultos passam fome? Não deveriam ser mais sensíveis? 
Em seguida, imaginei as pessoas de classes altas. Que hipocrisia realizar campanhas e anúncios a favor de igualdade, e ao passarem em seus luxuosos carros por mendigos não enxergam nada além de objetos pertencentes a uma paisagem. E finalmente, após observar todos os lados, percebi que eu era o centro dessa ciranda de culpas que imaginei. E percebi que não há maior hipocrisia do que exigir de outros, o que sou capaz de realizar. Porque é bem mais cômodo por a responsabilidade no sistema, sem lembrar que somos nós quem o compomos.
Enfim meu caro amigo, digo apenas que o mundo á sua volta é uma imensidão pertencente a todos, sem barreiras ou limites. Os únicos muros existentes são os criados por nós, e, portanto, nós somos os responsáveis por destruí-los. Os membros de órgãos, de governos, de classes financeiramente favorecidas e um simples comerciante à beira de um sinal de trânsito são igualmente culpados como pessoas pela segregação presente na sociedade. Peço-lhe que me perdoe e que desbrave o mundo sem medo de ultrapassar os muros da desigualdade e do preconceito.
                                                                                                           
                                                                                                               Carinhosamente, 
                                                                                                                          Iris Brito Lopes."

Texto solicitado pelo professor de redação do Colégio Projeção em setembro de 2012, quando eu cursava o 3° ano do EM, aos 16 anos. Tema: "Os muros invisíveis".



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Parabéns ao meu herói

Papai, pai, Dodó dos Patos, Seu Lourival. Identidade de homem firme que diz pouco e ensina muito. Pai de filha única. Meu pai! Nessa fase de vida de distâncias e saudades, não consigo conter as lágrimas ao lembrar do seu aniversário (hoje). De você. E unindo logo o dias dos Pais, noto que são nossas primeiras comemorações distantes um do outro. Me emociono quando mainha diz que hoje, logo cedo você exclamou: "Queria que Iris estivesse aqui". E eu queria estar aí. Dar os abraços que durante anos eu não dei. Pedir as bençãos que durante anos não pedi. Baixar a voz que durante anos eu elevei. Mas, como você mesmo diz, a gente não pode viver uma experiência nova e sair do mesmo jeito que entrou. E estou aprendendo muito. De uma forma grosseira até, que devemos amar mais pai e mãe, abraçar, beijar, orgulhar, respeitar. Amo você, pai! Feliz aniversário! Muitos e muitos anos de vida e saúde. Amo você, pai.

sexta-feira, 1 de março de 2013

UFBA, assim você me mata... MATOU!

              Hoje uma angústia pequena, entretanto intensa, me dominou. Estava na rua com uns amigos quando um deles recebeu a notícia de que havia passado no vestibular da Federal da Bahia, estremeci e fiquei nervosa,  afinal eu também havia prestado e vestibular e durante quase uma hora ninguém me noticiou sobre nada a meu respeito. Entendi que não tinha passado. Entristeci. Fui pra casa ainda trêmula. Abri a lista de aprovados. Não, não tinha meu nome lá. Subi e desci o mouse umas cinco vezes à procura de IRIS BRITO LOPES DE OLIVEIRA. Sequer a letra I tinha lá. Baixei os olhos. A minha primeira preocupação foi: " como dizer isso a minha mãe?" Preocupação merecida, pois quando contei a triste notícia ela fez: "Tá brincando né? Fale sério!". Meu Deus, como isso me matou! Quanto de confiança ela depositou em mim, e quanto de dinheiro depositou na conta do colégio... rs. Mas tô bem. Ressuscitei ao lembrar que tenho uma vaga garantida  em outra Universidade, um pouco longe (Sergipe), mas tenho. E tenho dito: as coisas são como têm que ser =)) 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

#Desabafo #muitochato #porsinal

       Me sinto tão só as vezes, tão desamparada. É ruim ter tanta coisa guardada só pra mim. Talvez nenhum dos meus amigos saiba metade do que eu sinto, do que eu vivo. É por isso que dia do amigo pra mim é meio difícil, porque eu não sei ao certo com quem posso contar. Vez ou outra eu olho fotos, converso com pessoas e percebo que sou rodeada por inúmeras pessoas. Mas é uma sensação terrível, ter tanta gente do lado e ao mesmo tempo me sentir só. Sim, porque eu brinco, sorrio, choro. Mas é raro alguém me ver desabafando. Faz tempos que eu não sento ao lado de alguém e conto o que eu estou sentido até a dor dar uma trégua. Sempre que estou mal, vou prum canto, choro, posto umas indiretas, escrevo textos, faço de tudo, menos conversar com alguém. Não que falte alguém para ouvir, tenho amigas maravilhosas que se vissem isso aqui me ligariam perguntando o que realmente está acontecendo, mas eu não sei contar, porque os problemas e as emoções não acontecem isoladamente, elas ocorrem devido a um conjunto de fatores que vão se  acumulando ao longo do tempo. Então explicá-los assim não resolveria, até mesmo porque eu nem me lembraria de tudo. Sinto falta realmente de alguém para contar os acontecimentos rotineiros, pra quando eu ficasse deprimida, a pessoa me entender até mesmo melhor que eu. Mas sinceramente, eu não sei o que acontece. Sou uma pessoa de relacionamentos difíceis. Olho pro lado e não vejo ninguém permanente. Vejo declarações de amizade, as postagens.. Todo mundo tem um (uns) melhor(es) amigo(s). Eu não. Tenho amigos, claro. Se eu fosse dar uma festa de aniversário teria uma lista de convidados bem grandinha. Quando chego na rua conheço muitas pessoas. Dia do amigo tenho muitas pessoas para marcar numa publicação bonita. Tenho tudo isso. Mas não tenho ninguém firme. Não tenho ninguém para ligar chorando, não, não tenho. Ninguém para me aconselhar nos meus problemas, pra ouvir minhas queixas familiares, amorosas, enfim...    É como ter tudo, e ao mesmo tempo não ter nada. 

Tudo posso, mas nem tudo me convém.

Essa frase é belíssima e deve ser inspiração pra todo mundo que quer fazer a coisa certa, principalmente quando se trata der ser CRISTÃO. A vida, o mundo e as pessoas nos oferecem diversos caminhos, diversas oportunidades e na maioria das vezes a resposta sensata demora a chegar. Uma música católica já diz: ' é fácil dizer sim, é fácil dizer não, mas dói depois do sim e dói depois do não'. Como a frase esclarece, podemos fazer tudo o que quisermos, onde, quando e como quisermos, mas nem tudo diz respeito a nossa personalidade e princípios.

:)

"Porque a vida só se dá pra quem se deu, pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu." Vinícius de Moraes

"Só o riso, amor e o prazer merecem revanche. O resto é mais que perda de tempo... É perda de vida."

"Esqueça as fronteiras: amar nunca foi um país." Eu me chamo Antônio