Reuniões em grupo, gente animada, adolescentes experimentando novas sensações, risadas, devaneios, prazeres e diversão na mesma noite. Só em pensar faltou ar, né? Imagine pra quem brinca. Essa brincadeira funciona assim: Os amigos se reúnem e provocam, uns nos outros, a perda de sentidos através de tonturas e alucinações resultantes em desmaios. “Você se agacha com coluna reta, suga o ar e prende até o máximo que puder. Aí alguém te levanta pela barriga e você bate palmas abrindo bem os braços, prendendo a respiração, aí você apaga”, diz Gabriel da Silva, poçoverdense de 18 anos que já praticou a “brincadeira do desmaio”.
Gabriel estava com uns amigos recifenses numa praia da capital pernambucana quando um deles o convidou para a brincadeira: “Você já viu Jah?” “O que??? Anh?” Segundo o amigo, Jah estaria nesses pequenos delírios provocados pela brincadeira. O garoto, com 16 anos na época, foi induzido ao desmaio e ficou inconsciente por alguns segundos. Mas o objetivo não foi alcançado e Gabriel não pretendia repetir a estripulia novamente: “Não continuei fazendo porque eu nunca encontrei Jah”. Além disso, “dava muito trabalho”.
Ao chegar a Sergipe, no entanto, queria mostrar a novidade aos amigos e por isso reproduziu os desmaios por mais algumas vezes. Segundo ele, a brincadeira não se propagou. Ou, pelo menos, não entre seus amigos. Porque, segundo o professor e médico sergipano, Almir Santana, já foram notados vários casos no Estado, o que é bastante preocupante, visto que os desmaios induzidos podem gerar de lesões até a morte, através de quedas, paradas respiratórias, falta de oxigenação no cérebro, etc.
Almir publicou um artigo no último dia 17, explicando a brincadeira e alertando, sobretudo, a saúde e a sociedade sergipanas. Ele informou que disponibilizará conteúdos explicativos sobre o assunto para as escolas, antes que ocorra algum óbito. “Eu sabia que não era coisa boa. É um desmaio forçado. Como isso pode ser bom? Eu ficava pensando: Porra, e se eu não voltar? Se eu tivesse informação na época não teria feito”, finaliza o garoto que não quer mais perder o ar.
Gabriel estava com uns amigos recifenses numa praia da capital pernambucana quando um deles o convidou para a brincadeira: “Você já viu Jah?” “O que??? Anh?” Segundo o amigo, Jah estaria nesses pequenos delírios provocados pela brincadeira. O garoto, com 16 anos na época, foi induzido ao desmaio e ficou inconsciente por alguns segundos. Mas o objetivo não foi alcançado e Gabriel não pretendia repetir a estripulia novamente: “Não continuei fazendo porque eu nunca encontrei Jah”. Além disso, “dava muito trabalho”.
Ao chegar a Sergipe, no entanto, queria mostrar a novidade aos amigos e por isso reproduziu os desmaios por mais algumas vezes. Segundo ele, a brincadeira não se propagou. Ou, pelo menos, não entre seus amigos. Porque, segundo o professor e médico sergipano, Almir Santana, já foram notados vários casos no Estado, o que é bastante preocupante, visto que os desmaios induzidos podem gerar de lesões até a morte, através de quedas, paradas respiratórias, falta de oxigenação no cérebro, etc.
Almir publicou um artigo no último dia 17, explicando a brincadeira e alertando, sobretudo, a saúde e a sociedade sergipanas. Ele informou que disponibilizará conteúdos explicativos sobre o assunto para as escolas, antes que ocorra algum óbito. “Eu sabia que não era coisa boa. É um desmaio forçado. Como isso pode ser bom? Eu ficava pensando: Porra, e se eu não voltar? Se eu tivesse informação na época não teria feito”, finaliza o garoto que não quer mais perder o ar.

