segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

De tirar o fôlego

Reuniões em grupo, gente animada, adolescentes experimentando novas sensações, risadas, devaneios, prazeres e diversão na mesma noite. Só em pensar faltou ar, né? Imagine pra quem brinca. Essa brincadeira funciona assim: Os amigos se reúnem e provocam, uns nos outros, a perda de sentidos através de tonturas e alucinações resultantes em desmaios. “Você se agacha com coluna reta, suga o ar e prende até o máximo que puder. Aí alguém te levanta pela barriga e você bate palmas abrindo bem os braços, prendendo a respiração, aí você apaga”, diz Gabriel da Silva, poçoverdense de 18 anos que já praticou a “brincadeira do desmaio”. 
Gabriel estava com uns amigos recifenses numa praia da capital pernambucana quando um deles o convidou para a brincadeira: “Você já viu Jah?” “O que??? Anh?” Segundo o amigo, Jah estaria nesses pequenos delírios provocados pela brincadeira.  O garoto, com 16 anos na época, foi induzido ao desmaio e ficou inconsciente por alguns segundos. Mas o objetivo não foi alcançado e Gabriel não pretendia repetir a estripulia novamente: “Não continuei fazendo porque eu nunca encontrei Jah”. Além disso, “dava muito trabalho”.  
Ao chegar a Sergipe, no entanto, queria mostrar a novidade aos amigos e por isso reproduziu os desmaios por mais algumas vezes. Segundo ele, a brincadeira não se propagou. Ou, pelo menos, não entre seus amigos. Porque, segundo o professor e médico sergipano, Almir Santana, já foram notados vários casos no Estado, o que é bastante preocupante, visto que os desmaios induzidos podem gerar de lesões até a morte, através de quedas, paradas respiratórias, falta de oxigenação no cérebro, etc. 
Almir publicou um artigo no último dia 17, explicando a brincadeira e alertando, sobretudo, a saúde e a sociedade sergipanas. Ele informou que disponibilizará conteúdos explicativos sobre o assunto para as escolas, antes que ocorra algum óbito. “Eu sabia que não era coisa boa. É um desmaio forçado. Como isso pode ser bom? Eu ficava pensando: Porra, e se eu não voltar? Se eu tivesse informação na época não teria feito”, finaliza o garoto que não quer mais perder o ar.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

ABRACE

Lembram quando eu disse que queria crescer a ideia do projeto e sair abraçando mais gente por aí? Crescemos a ideia e está nascendo um projeto do bem. Uma organização é uma mescla de conhecimento administrativo, político e social. Eu, na condição de idealizadora dessa iniciativa, preciso entender um pouquinho dessas áreas. Bom coração e vontade de ajudar não são suficientes para criar uma causa. É muito abstrato dizer que temos a intenção de "ajudar alguém". É uma intenção das boas, cara. Mas, e aí? O que fazer com isso? Ajudar quem, como, através de quais meios? Esse é o perrengue. O que está por trás desse abraço, além de amor, atenção e afeto? Alimentos, eventos culturais, apoio familiar, educação, o quê? Também não sei, amigos. E caminho ao lado de outras seis pessoas em busca dessa descoberta. O que está consumado é que, enquanto não estabelecemos esse perfil (até mesmo porque boa parte dele é construído com a experiência. Ele se criará), vamos realizar as ações e as campanhas. A próxima está vindo aí e se chama "Abrace o Sertãozinho". Quer entrar nesse projeto? Quer fazer parte dessa corrente do bem? Dê ideias, entre em contato, doe alimentos/dinheiro/roupas, o que você quiser. Estamos precisando. Ou, simplesmente, abrace alguém hoje!!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Sobre o amor

Foto: Reprodução/Internet

Vou prestar vestibular... E agora?

Em setembro de 2010 eu fiz uma publicação nesse blog falando sobre o surgimento da ideia de fazer Jornalismo. Mais ou menos três anos depois, na inscrição do vestibular da UFS, eu ainda fiquei em dúvida de qual curso deveria por. Tinha certeza que seria na área de humanas, mas passei três dias sem conseguir confirmar a inscrição, por insegurança. Hoje estou cursando o que finalmente confirmei e não me arrependo nem por um instante. Mas eu fico me perguntando porque tanta insegurança para tomar uma decisão, se dentro de mim já havia a certeza da escolha? Faz parte do universo estudantil do ensino médio. O aluno é posto para escolher uma profissão com a qual se identifique e queira exercer. E não é só isso. É preciso conciliar a profissão com o mercado de trabalho, com as possibilidades de exercício, com o local da faculdade, com os custos de estudo, etc. Tudo isso para um pobre estudante atormentado que tem que decorar fórmulas de química e física (sim, pra mim isso era um martírio, e quer saber? Nunca decorei nada). Talvez essa escolha feita sob pressão explique os profissionais mal humorados, os estudantes frustrados e os pais decepcionados que vemos com tanta frequência no nosso dia a dia. Não defendo que a pessoa ao começar um curso deva continuar até o fim, porque a desistência também é um ato de coragem. Começos, términos e recomeços fazem parte da carreira de qualquer um. Mas é preciso fazer uma análise profunda dos prós e contras do assunto antes de tomar a decisão.
Se eu pudesse aconselhar alguém prestes a se inscrever num vestibular/ENEM eu diria para investigar tudo que estiver ao alcance. O que você mais gosta? De fazer contas, de entender o corpo humano, de escrever textos, de desenhar, de pintar, de dançar? De quê? É bem genérico, mas pra quem não está totalmente desnorteado começa por aí mesmo. Eu comecei reconhecendo que gostava de expressão verbal. [É fundamental que se esclareça que há gostos de vários tipos: profissional, hobbie, pessoal/essencial, etc. Vou exemplificar com os meus: o profissional é comunicação, o hobbie é o teatro e o essencial é o serviço social. Isso quer dizer que com o primeiro eu quero estabelecer minha carreira, com o segundo me distrair  e com o último definir minha identidade].  Depois do reconhecimento da afinidade, conheça os cursos que a rodeiam e os estude. É importante ler sobre a área, conversar com estudantes e/ou profissionais do curso, e até mesmo olhar a grade curricular nas instituições que pretende cursar. (Nem vou falar do quesito instituição, porque às vezes essa nem é uma escolha).
Há pessoas mais especializadas em falar sobre isso, como os orientadores vocacionais. Eles direcionam o estudante de acordo com seus gostos, suas ações, seus sonhos, entre outras coisas, através de análises de comportamentos, observações psicopedagogas e, claro, sua opinião.
Acho que eu transformei uma escolha tão gostosa e importante numa assombração, né? Mas existe a parte chata mesmo, que é essa de análise. E, por mais incômoda que seja, é melhor do que as indecisões que podem surgir depois da escolha feita. No mais, sigam seus corações e NUNCA, JAMAIS, façam algo que não queiram só para agradar outros.

:)

"Porque a vida só se dá pra quem se deu, pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu." Vinícius de Moraes

"Só o riso, amor e o prazer merecem revanche. O resto é mais que perda de tempo... É perda de vida."

"Esqueça as fronteiras: amar nunca foi um país." Eu me chamo Antônio