E hoje eu tô aqui porque como uma das raras vezes em minha vida, eu me sinto só, traída, abandonada.
É um sentimento de desespero tão grande, mas tão grande que me sinto desnorteada e sem noção. Sinto como se tivesse perdendo pessoas amadas pro orgulho, pra mágoa e pro ressentimento. Eu não queria (como sempre) que isso tivesse acontecendo, não, não queria. Mas e agora? Correr atrás? Dar o braço a torcer? Me humilhar? Não, a dor pode de qualquer tamanho, capaz de sufocar, de me matar aos poucos, mas a arte de me humilhar, correr atrás de quem não tá nem aí pra mim, essa eu não domino. Já cheguei a pensar: se forem meus amigos de verdade não me abandonarão. Mas já passei por isso antes e sei bem que abandonam, independente do tamanho e do amor dessa amizade, porque vai se abrindo mão aos poucos, abre-se mão de ir pra aquele lugar que íamos sempre juntos, daquela conversa rotineira de msn, daquelas tardes monótonas mas presentes, dos pequeninos segredos, da mera fofoca... E quando se dão conta, abriu demais essa mão da amizade e o vento já levou toda e qualquer relação de carinho e companheirismo. E sabe o que é pior? Não tem volta. volta a se falar, a sair juntos, mas o amor jamais será o mesmo. É por isso que nesse exato momento caem lágrimas descontroladas do meu rosto: por medo! Medo de perder tudo aquilo que um dia pra mim já valeu mais que ouro.
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