Ultimamente tenho me chocado cada vez mais com algumas realidades que são capazes de indignar qualquer um que pense no outro. O problema é que, como diz um professor meu, nós (com uma vida confortável) vivemos num casulo, e na maioria das vezes, não nos damos conta da necessidade do outro, até passarmos pela mesma situação. Sempre achamos que está tudo bem, enquanto o mundo de alguns desaba.
Esse ano um projeto anual promovido pelo colégio que estudo me fez acordar para algumas realidades. O tema do projeto foi: "Problemas: fugir ou enfrentar?". Então daí já começa um conflito de ideias para saber qual atitude tomar diante de um desafio. Depois, o tema da minha turma foi DROGAS. Nunca imaginei que houvesse tanta coisa escondida nesse assunto. Isso mexeu muito comigo, porque foi uma série de descobertas esmagadoras de uma só vez. Tive a oportunidade de ver a olhos nus a realidade de ex-usuários de droga e garanto a vocês: não é fácil a vida de um dependente químico.
Uma das coisas bem fixadas em minha mente foi: não existe drogado, existe um doente que precisa de tratamento como qualquer outra doença. Talvez esse seja o maior empecilho enfrentado pelos usuários: falta de apoio, discriminação e preconceito. As pessoas viram as costas no momento em que o outro mais precisa e depois querem uma sociedade melhor. Como? Impossível. Depende de mim, de você, de nós. Precisamos entender que uma pessoa no erro precisam enxergar o caminho do acerto, pois sua mente e sua vida se encontram turvas. Por isso essa angustia tão grande em mim, por causa dessa falta de sensibilidade, de apoio ao próximo, de entendimento do problema do outro. Enfim, esse desvio do sentimento amor.